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Há 42 anos SANTOS , conquistava a Taça de Prata , seu 6° título Brasileiro

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zaccarino Por zaccarino

em 10-12-2010 às 12:32

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Há 42 anos SANTOS , conquistava a Taça de Prata , seu 6° título Brasileiro

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Há 42 anos o Santos vencia o Vasco no Rio e conquistava a Taça de Prata, o seu sexto título de campeão brasileiro

Odir Cunha em dezembro 10, 2010

 

Palmeiras, Internacional, Santos e Vasco foram os times classificados que, a partir de 4 de dezembro de 1968, uma quarta-feira, iniciaram os jogos do quadrangular para definir o título do Robertão, ou Taça de Prata, de 1968. Mesmo tendo sido o primeiro colocado do seu grupo, o Santos teria de fazer dois jogos fora de São Paulo; estrearia contra o Internacional, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, e encerraria sua participação enfrentando o Vasco, no Maracanã. Entre as duas partidas, jogaria contra o Palmeiras, no Morumbi.

A primeira rodada foi francamente favorável aos paulistas. Enquanto o Palmeiras venceu o Vasco por 3 a 0, no Morumbi, o Santos derrotou o Internacional, no Estádio Olímpico, por 2 a 1.

A vitória palmeirense só foi obtida a partir dos 17 minutos do segundo tempo, quando Marco Antonio cobrou um escanteio bem fechado e Buglê, ao tentar interceptar, acabou marcando contra. Três minutos depois, Marco Antonio cruzou na medida para cabeçada do centroavante argentino Artime, que aos 39 minutos marcou mais um para deixar o Palmeiras em ótima situação na tabela, pois um bom saldo de gols poderia decidir o título.

Em Porto Alegre, o Santos não pôde se dar ao luxo de pensar em fazer saldo. O jogo foi difícil e o time chegou a ser dominado em boa parte do primeiro tempo. O primeiro gol do jogo saiu aos 32 minutos, e foi do Santos. Edu centrou e Toninho só encostou para Pelé, que com um toque sutil venceu Gainete. Quatro minutos depois, porém, depois de uma investida de Bráulio, Elton acertou um belo chute de fora da área e empatou.

No segundo tempo, Antoninho substituiu Lima por Negreiros aos 37 minutos e o Santos, que já estava melhor, passou a criar mais chances. Numa delas, aos 41 minutos, Toninho foi calçado dentro da área por Jorge Andrade e o árbitro Roberto Goicocheia marcou pênalti. Carlos Alberto cobrou e deu a vitória ao Santos.

Na segunda rodada do quadrangular, domingo, o Palmeiras se isolaria na liderança caso vencesse o Santos. No outro jogo, Vasco e Internacional jogariam no Maracanã.

No Morumbi, ao contrário da expectativa da maior parte da crônica esportiva, quem mandou no jogo foi o Santos, que terminou o primeiro tempo com a vantagem de 1 a 0 (Abel, quase sem ângulo, aos 14 minutos) e fez mais dois no segundo (Edu aos 36 minutos, pegando rebote de uma falta que ele mesmo cobrou, e Toninho, aos 43). Os 3 a 0 deixavam o Santos em uma ótima situação para a última rodada.

Como venceu o Internacional por 3 a 2 no seu segundo jogo, o Vasco chegou à terceira e decisiva rodada com dois pontos ganhos e saldo negativo de dois gols. Como o Santos tinha quatro pontos e saldo positivo de quatro gols, o time carioca, para chegar ao título, precisaria vencer o Santos por no mínimo três gols de diferença, além de depender do resultado de Internacional e Palmeiras, em Porto Alegre.

Na verdade, Vasco, Palmeiras e Internacional ainda tinham chances matemáticas de serem campeões, desde que o Santos perdesse no Rio. Assim, na noite de 10 de dezembro, uma terça-feira, todas as atenções estavam voltadas para o Maracanã, onde Vasco e Santos decidiriam a sorte da Taça de Prata de 1968.

Para este jogo em que precisava golear o time que era considerado o melhor do País, o técnico Paulinho de Almeida escalou o Vasco com Valdir, Ferreira, Brito, Moacir (depois Fernando) e Eberval; Benetti e Alcir; Nado, Valfrido, Bianchini e Danilo Menezes (Adílson). Antoninho enviou o Santos a campo com Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Lima; Edu, Toninho (depois Douglas), Pelé e Abel. A arbitragem foi de Arnaldo César Coelho, a renda Cr$ 144.372,00 e o público de 54.994 pagantes.

Ao final do primeiro tempo o Santos já vencia por 2 a 0, gols de Toninho aos 14 e Pelé aos 38 minutos. Como o empate lhes assegurava matematicamente o título, os santistas voltaram tranqüilos para o segundo tempo, contrastando com o nervosismo dos vascaínos, que ao menos pretendiam ficar com a segunda colocação no torneio para garantir sua primeira participação na Taça Libertadores da América.

Bianchini ainda diminuiu para 2 a 1 aos 15 minutos do segundo tempo, mas nove minutos depois foi expulso de campo por trocar agressões com o goleiro Cláudio, que também foi expulso. Então, Antoninho tirou o ponta-esquerda Abel e colocou o goleiro reserva Laércio em campo. Nada mais ocorreu a se destacar e o Santos, no intervalo de três anos, pôde comemorar o seu segundo título nacional conquistado com uma vitória sobre o Vasco no Maracanã.

Em Porto Alegre, o Internacional venceu o Palmeiras por 3 a 0, com gols de Claudiomiro, cobrando pênalti, aos 4 minutos de partida; Ferrari, contra, aos 8, e Dorinho, aos 32 da segunda etapa. Com o inesperado resultado, o time gaúcho ficou com os mesmos dois pontos do Palmeiras, mas superou o time paulista no saldo de gols, ficando com a segunda colocação no campeonato.

Com o fecho de ouro que representou sua participação do quadrangular final, o Santos encerrou uma campanha que impressionou pelo poder ofensivo de sua equipe. Além de ter obtido a maior goleada dos torneios Roberto Gomes Pedrosa (9 a 2, no Bahia), fez o maior número de gols de uma edição (44), teve o maior número de vitórias (12) e o artilheiro (Toninho, 12 gols).

Santos e Internacional, campeão e vice, a princípio representariam o Brasil na Taça Libertadores da América. Isso chegou a ser anunciado pela CBD antes das finais, mas depois a entidade voltou atrás. Assim, em 1969, ano das Eliminatórias para a Copa de 1970, os clubes brasileiros não participariam da Libertadores.

II Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata – 1968

Campeão: Santos
Vice: Internacional
24 de agosto a 10 de dezembro de 1968
Jogos: 142
Gols: 360 (média de 2,54 por jogo)
Estados representados: sete
Artilheiro: Toninho (Santos), 18 gols
Clubes participantes: Vasco, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Bangu do Rio de Janeiro; Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo e Portuguesa de São Paulo; Internacional e Grêmio do Rio Grande do Sul; Cruzeiro e Atlético de Minas Gerais, Náutico de Pernambuco, Bahia da Bahia e Atlético Paranaense do Paraná.

Quadrangular Final

04/12/1968
Palmeiras 3, Vasco 0
Internacional 1, Santos 2

08/12/1968
Vasco 3, Internacional 2
Santos 3, Palmeiras 0

10/12/1968
Vasco 1, Santos 2
Internacional 3, Palmeiras 0

Classificação do Quadrangular Final

1 – Santos: seis pontos (três vitórias).
2 – Internacional: dois pontos (uma vitória e duas derrotas, seis gols marcados,
saldo positivo de um gol).
3 – Vasco: dois pontos (uma vitória e duas derrotas, quatro gols marcados,
saldo negativo de três gols).
4 – Palmeiras: dois pontos (uma vitória e duas derrotas, três gols marcados,
saldo negativo de três gols).

Jogo decisivo

10/12/1968
Vasco 1, Santos 2, Maracanã, Rio de Janeiro
Vasco: Valdir, Ferreira, Brito, Moacir (Fernando)e Eberval; Benetti e Alcir; Nado, Valfrido, Bianchini e Danilo Menezes (Adílson). Técnico: Paulinho de Almeida.
Santos: Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Lima; Edu, Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Laércio). Técnico: Antoninho.
Gols: Toninho aos 14 e Pelé aos 38 minutos do primeiro tempo; Bianchini aos 4 do segundo.
Expulsões: Bianchini (Vasco) e Cláudio (Santos) aos 25 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Arnaldo César Coelho/RJ.
Renda: Cr$ 144.372,00
Público: 54.994 pagantes.

 

O que você estava fazendo em dezembro de 1968? Já tinha visto filmes ou lido sobre esse título, o sexto brasileiro do Santos?

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